quinta-feira, 26 de junho de 2014

Diabetes


Diabetes - causas, sintomas, fatores de risco, prevenção e tratamento

A desinformação em conjunto com o pior da vida moderna, o sedentarismo e os maus hábitos alimentares, é a grande responsável pelo agravamento do quadro da Diabetes


O Diabetes é uma doença séria, que requer cuidados especiais e é a terceira causa de morte no mundo
diabetesDiabetes é uma doença séria, que requer cuidados especiais e é a terceira causa de morte no mundo. Mas há como lidar com ela de maneira tranquila. Neste sentido, prevenção, controle e informação são os caminhos mais indicados para isso.

A desinformação em conjunto com o pior da vida moderna, o sedentarismo e os maus hábitos alimentares, é a grande responsável pelo agravamento do quadro da Diabetes. No entanto, ao se adotar um estilo de vida saudável é possível controlar e até evitar a doença.

Para entender a Diabetes é preciso saber, antes de mais nada, que glicose e insulina dependem uma da outra e que absolutamente ninguém sobrevive sem elas. Podemos encontrar vários conceitos sobre o assuntos e, a cada pesquisa, novas informações são acrescentadas de forma a ajudar as pessoas que passam por este infortúnio.

De acordo com o Dr. Drauzio Varella, a Diabetes Mellitus é uma doença do metabolismo da glicose causada pela falta ou má absorção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e cuja função é quebrar as moléculas de glicose para transformá-las em energia, a fim de que seja aproveitada por todas as células. A ausência total ou parcial desse hormônio interfere não só na queima do açúcar, como na sua transformação em outras substâncias (proteínas, músculos e gordura).

O site Minha Vida defende a ideia de que o Diabetes é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos. A insulina é produzida pelo pâncreas e é responsável pela manutenção do metabolismo da glicose. A falta desse hormônio provoca déficit na metabolização da glicose e, consequentemente, o diabetes. Caracteriza-se por altas taxas de açúcar no sangue (hiperglicemia) de forma permanente.

diabetesAo se adotar um estilo de vida saudável, é possível controlar e até evitar a doença 
Por fim, no diabetes.org lemos que os alimentos sofrem digestão no intestino e se transformam em açúcar, chamada glicose, que é absorvida para o sangue. A glicose no sangue é usada pelos tecidos como energia. A utilização da glicose depende da presença de insulina, uma substancia produzida nas células do pâncreas. Quando a glicose não é bem utilizada pelo organismo ela se eleva no sangue, o que chamamos de hiperglicemia. Diabetes é a elevação da Glicose no sangue: hiperglicemia.

O que se pode afirmar é que todas as definições acima estão corretas. Cada uma explicando, a seu modo, sua concepção sobre este problema que acomete milhares de pessoas pelo mundo inteiro. Em suma, relatam a mesma coisa só que utilizam, para isto, palavras diferentes. Em uma forma forma mais detalhada sobre o assunto, o site Minha Vida explica, ainda, que a maioria dos alimentos que comemos é quebrada em partículas de glicose, um tipo de açúcar que fica no sangue. Esta substância é o principal combustível para o corpo.

Em seguida, logo após a digestão, a glicose passa para a corrente sanguínea, onde é utilizada pelas células para crescer e produzir energia. No entanto, para que a glicose possa adentrar as células, ela precisa da ajuda de uma outra substância, a insulina.

A insulina, por sua vez, é um hormônio produzido no pâncreas. Uma grande glândula localizada atrás do estômago. Quando nos alimentamos, o pâncreas produz automaticamente a quantidade certa de insulina necessária para mover a glicose do sangue, para as células do corpo.

Nas pessoas com diabetes, porém, o pâncreas produz pouca insulina ou então as células não respondem da forma esperada à insulina produzida. Como consequência, a glicose do sangue vai direto para a urina sem que o corpo se aproveite dela. Ou então fica no sangue, aumenta o que se chama de glicemia (concentração de glicose) e também não é aproveitada pelas células. Deste modo, o corpo perde sua principal fonte de combustível, pois há glicose no sangue, mas ela não pode ser jogada fora sem ser utilizada.

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A Diabetes gestacional ocorre durante a gravidez e, na maior parte dos casos, é provocado pelo aumento excessivo de peso da mãe

Sintomas da Diabetes

Poliúria, ou seja, a pessoa urina demais e, como isso a desidrata, sente muita sede (polidpsia); Aumento do apetite; Alterações visuais; Impotência sexual; Infecções fúngicas na pele e nas unhas; Feridas, especialmente nos membros inferiores, que demoram a cicatrizar; Neuropatias diabéticas provocada pelo comprometimento das terminações nervosas; Distúrbios cardíacos e renais; Cansaço extremo; Náusea; Sede além do normal; Perda de peso; Infecções frequentes. Há outros sintomas menos frequentes e mais graves: Coceira na pele (geralmente na área vaginal ou da virilha); Perda da visão. Algumas pessoas, no entanto, não apresentam sintomas.

Tipos de diabetes
Na verdade, não se trata de uma doença única, mas de um conjunto de doenças com uma característica em comum: aumento da concentração de glicose no sangue provocado por duas diferentes situações.

Diabetes tipo 1
Este tipo de diabetes é uma doença autoimune. Ou seja, o sistema que seria responsável por defender o corpo de infecções (o sistema imunológico) atua de forma contrária e acaba lutando contra uma parte do próprio organismo. No diabetes, por exemplo, o sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, matando-as. Assim, este órgão passa a produzir pouca ou nenhuma insulina. Por conta disto, quem tem diabetes do tipo 1 deve tomar insulina todos os dias. Em outras palavras, o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. A instalação da doença ocorre mais na infância e adolescência e é insulinodependente, isto é, exige a aplicação de injeções diárias de insulina.

- Principais sintomas do diabetes tipo 1
Vontade de urinar diversas vezes, fome frequente, sede constante, perda de peso, fraqueza, fadiga, nervosismo, mudanças de humor, náusea e vômito.

Diabetes do tipo 2
As células são resistentes à ação da insulina. A incidência da doença que pode não ser insulinodependente, em geral, acomete as pessoas depois dos 40 anos de idade. Esta é a forma mais comum do diabetes. Entre 90% a 95% das pessoas que são diagnosticadas com esta doença, tem o tipo 2. Este diabetes está associada à velhice, obesidade, histórico da moléstia na família e de diabetes gestacional, além do sedentarismo. Nada menos do que 80% das pessoas que têm diabetes tipo 2 estão acima do peso ideal. Por causa do aumento da obesidade entre crianças e adolescentes, já que as dietas de hoje em dia não são nada saudáveis, esta doença tem aumentando nestas faixas etárias. Nesta doença, quase sempre o pâncreas produz a quantidade suficiente de insulina, mas, por razões desconhecidas, o corpo não consegue utilizar esta substância de forma efetiva. A este problema dá-se o nome de resistência à insulina. Depois de alguns anos de resistência, a produção desta substância acaba diminuindo. O resultado é o mesmo de diabetes do tipo 1: a glicose produzida na digestão não é utilizada como combustível pelo corpo. Este tipo de diabetes pode causar sérias complicações. Por isso, é muito importante reconhecer os sintomas desta doença. Eles se desenvolvem de forma gradual. Ao contrário do que ocorre na do tipo 1, eles não aparecem repentinamente. Mas podem ser bastante parecidos e são reflexos do aumento da quantidade de açúcar no sangue.
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O  diabético deve procurar ajuda para elaborar o cardápio adequado para seu caso

 Principais sintomas do diabetes tipo 2
Infecções frequentes; alteração visual (visão embaçada), dificuldade na cicatrização de feridas, formigamento nos pés e furúnculos.

Diabetes gestacional
Ocorre durante a gravidez e, na maior parte dos casos, é provocado pelo aumento excessivo de peso da mãe. É uma doença caracterizada pelo aumento do nível de açúcar no sangue que aparece pela primeira vez na gravidez. Este problema acontece em cerca de 4% das mulheres que ficam grávidas. Ela pode desaparecer depois do parto ou transformar-se num diabetes do tipo 2.

Ainda, menos comum, ainda, encontramos alguns tipos de diabetes associados a outras patologias como as pancreatites alcoólicas, uso de certos medicamentos, entre outras.

Fatores de risco
Obesidade (inclusive a obesidade infantil); Hereditariedade; Falta de atividade física regular; Hipertensão; Níveis altos de colesterol e triglicérides; Medicamentos, como os à base de cortisona; Idade acima dos 40 anos (para o diabetes tipo II); Estresse emocional.

Prevenção

Alimentação: O  diabético deve procurar ajuda para elaborar o cardápio adequado para seu caso. Não é necessário que se prive por toda a vida dos alimentos de que mais gosta. Uma vez ou outra, o diabético poderá saboreá-los desde que o faça com parcimônia.

Exercícios físicos: Um programa regular de exercícios físicos irá ajudar a controlar o nível de açúcar no sangue. Portanto, eles devem ser prioridade na rotina de vida do diabético.

Fumo: O fumo provoca estreitamento das artérias e veias. Como o diabetes compromete a circulação nos pequenos vasos sanguíneos (retina e rins) e nos grandes vasos (coração e cérebro), fumar pode acelerar o processo e o aparecimento de complicações;

Exames laboratoriais: O controle da pressão arterial e dos níveis de colesterol e triglicérides deve ser feito com regularidade;

Medicamentos contraindicados: Medicamentos à base de cortisona aumentam os níveis de glicose no sangue. Evite-os;

Diagnóstico: O diagnóstico precoce é o primeiro passo para o sucesso do tratamento. Procure logo um serviço de saúde se está urinando demais e sentindo muita sede e muita fome.
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Um programa regular de exercícios físicos ajuda a controlar o nível de açúcar no sangue

Tratamento
- O tipo I é também chamado de insulinodependente, porque exige o uso de insulina por via injetável para suprir o organismo desse hormônio que deixou de ser produzido pelo pâncreas. A suspensão da medicação pode provocar a cetoacidose diabética, distúrbio metabólico que pode colocar a vida em risco.
- O tipo II não depende da aplicação de insulina e pode ser controlado por medicamentos ministrados por via oral. A doença descompensada pode levar ao coma hiperosmolar, uma complicação grave que pode ser fatal.
- Dieta alimentar equilibrada é fundamental para o controle do diabetes. A orientação de uma nutricionista e o acompanhamento de psicólogos e psiquiatras podem ajudar muito a reduzir o peso e, como consequência, cria a possibilidade de usar doses menores de remédios.
- Atividade física é de extrema importância para reduzir o nível da glicose nos dois tipos de diabetes.

Complicações

Retinopatia diabética: lesões que aparecem na retina do olho, podendo causar pequenos sangramentos e, como consequência, a perda da acuidade visual.

Nefropatia diabética: alterações nos vasos sanguíneos dos rins que fazem com que ocorra uma perda de proteína pela urina. O órgão pode reduzir a sua função lentamente, mas de forma progressiva até a sua paralisação total.

Neuropatia diabética: os nervos ficam incapazes de emitir e receber as mensagens do cérebro, provocando sintomas, como formigamento, dormência ou queimação das pernas, pés e mãos, dores locais e desequilíbrio, enfraquecimento muscular, traumatismo dos pelos, pressão baixa, distúrbios digestivos, excesso de transpiração e impotência.

Pé diabético: ocorre quando uma área machucada ou infeccionada nos pés de quem tem diabetes desenvolve uma úlcera (ferida). Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que podem levar à amputação do membro afetado.

Infarto do miocárdio e acidente vascular: ocorrem quando os grandes vasos sanguíneos são afetados, levando à obstrução (arteriosclerose) de órgãos vitais como o coração e o cérebro. O bom controle da glicose, a atividade física e os medicamentos que possam combater a pressão alta, o aumento do colesterol e a suspensão do tabagismo são medidas imprescindíveis de segurança. A incidência desse problema é de duas a quatro vezes maior em pessoas com diabetes.

Infecções: o excesso de glicose pode causar danos ao sistema imunológico, aumentando o risco da pessoa com diabetes contrair algum tipo de infecção. Isso ocorre porque os glóbulos brancos (responsáveis pelo combate a vírus, bactérias etc.) ficam menos eficazes com a hiperglicemia. O alto índice de açúcar no sangue é propício para que fungos e bactérias se proliferem em áreas como boca e gengiva, pulmões, pele, pés, genitais e local de incisão cirúrgica.
diabetesO controle da pressão arterial e dos níveis de colesterol e triglicérides deve ser feito com regularidade









fonte: http://www.cpt.com.br/cursos-gastronomia/artigos

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